A Renault entrou em campo com outra postura, aquele clima de quem sabe que 2026 será decisivo. Ariel Montenegro, o novo comandante da marca no Brasil, revelou que a fase elétrica está só começando, com chance real de ampliar o elenco de elétricos no país.
A movimentação não é aleatória. Montenegro reforçou que a marca está pensando em médio e longo prazo, garantindo estrutura, peças e suporte para manter a confiança do público, algo essencial para quem quer disputar campeonato grande.
Twingo, Renault 5 e Renault 4 na prancheta

Quando o assunto virou possíveis reforços da Europa, a expectativa subiu. Twingo, Renault 5 e Renault 4 estão todos na mesa, mas cada um passa por análise fria, entendendo se faz sentido entrar no jogo brasileiro.
O executivo explicou que o Brasil não comporta todos os modelos globais. É preciso escolher, porque importar por importar cria um elenco inchado e difícil de manter depois. Responsabilidade é a palavra que define essa etapa.
A jogada com a Geely muda tudo
A parceria com a Geely foi o grande lançamento da temporada. Com a chinesa adquirindo parte da operação e dividindo o Complexo Ayrton Senna, abre-se espaço para um esquema de colaboração que lembra dois times dividindo o mesmo estádio, cada um com sua torcida.
O Geely EX2, recém-chegado, já mostrou como essa dobradinha pode funcionar. Posicionado acima do Kwid E Tech, ele evidencia que as duas marcas podem se complementar sem trombar no gramado.
Kwid renovado encara pressão no ataque
O Kwid E Tech preservou o preço, ganhou assistentes de condução e segue no confronto direto com os chineses. Montenegro reconheceu que o jogo de preços no Brasil é duro, decidido no detalhe, e que o consumidor vai sempre buscar quem entrega mais por menos.
Ele admitiu que a Renault aprendeu a lição depois de ouvir o mercado. Entrar em campo achando que só o escudo vence partida não cola mais. Agora a estratégia é jogar bonito e competitivo.
Megane E Tech e a nova Renault emocional
A marca quer reconquistar o torcedor apostando em tecnologia e emoção. O Megane E Tech é o cartão de visitas dessa nova fase, conectada, moderna e afinada com os desejos de quem quer um elétrico sem complicação.
A Renault mira um posicionamento mais refinado, deixando para trás o ciclo de Sandero e Logan. A ideia é unir racionalidade e emoção, criando produtos que despertem desejo sem perder o pé no chão.
Salão do Automóvel será o apito inicial da virada

Montenegro adiantou que o Salão de São Paulo será palco de revelações importantes. Kardian abriu caminho, Boreal prepara o terreno e 2026 promete ser o ano da arrancada.
A montadora quer mostrar que está viva, competitiva e pronta para disputar o campeonato de igual para igual. Se tudo encaixar, o Twingo elétrico pode muito bem entrar nesse time e animar a torcida brasileira.