Conheça o ‘Sol artificial’ da China

Com toda certeza você já ouviu alguém falar que os chineses vão dominar o mundo em questão de anos, certo? E não é para menos, com cada vez mais produtos chineses no mercado e novas tecnologias implantadas a cada dia, os orientais vem com força total para se tornarem a principal potência do planeta.

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2 semanas atrás
Conheça o ‘Sol artificial’ da China

Mas você já parou para pensar em quais seriam as tecnologias mais engenhosas que os chineses são capazes de produzir? Pois bem, com o projeto Tokamak HL-2M os mesmos irão criar um “sol artificial”. Pode parecer uma loucura, não? Mas este projeto além de verídico está em sua fase final de construção.

O projeto

Ainda em março de 2019, um grupo de pesquisadores chineses informaram que um dispositivo chamado Tokamak HL-2M estava em construção e que estaria em funcionamento em 2020. Mas o que mais surpreendeu a todos foi quando os pesquisadores afirmaram que este dispositivo tem a função de ser um “sol artificial”.

Tokamak HL-2M
Tokamak HL-2M

No sol, diversas fusões nucleares são realizadas em um espaço muito curto de tempo, gerando uma fonte de energia muito forte. Por isso, a ideia dos chineses é justamente descobrir alguma forma de como utilizar essa energia de alguma forma, pois já que os mesmos terão o dispositivo fazendo estas fusões, basta apenas descobrir um modo de como utilizar esta nova energia limpa e praticamente inesgotável.

Como funciona?

A fusão nuclear envolve a fusão de dois núcleos atômicos mais leves para formar um núcleo mais pesado, fazendo então que uma reação libere uma enorme quantidade de energia. No Sol, onde as temperaturas do núcleo ficam na casa dos 15 milhões de graus Celsius, os núcleos de hidrogênio se juntam para formar hélio.

Para recriar este processo por aqui, os cientistas devem aquecer o combustível – tipos de hidrogênio – a temperaturas acima dos 100 milhões de graus Celsius. Quando tal temperatura é atingida, o combustível se torna um plasma, e o mesmo deve ser confinado.

Para que o processo ocorra, o “Tokamak” usa campos magnéticos com a intenção de estabilizar o plasma, para que as reações possam ocorrer e liberar energia. Porém, o plasma é propenso a produzir rajadas, rajadas estas que podem danificar o dispositivo.

Mesmo com os riscos iminentes, a comunidade científica tem plena confiança no Tokamak HL-2M da China. Levando em conta os testes iniciais, o sistema foi capaz de cumprir com o que se espera do mesmo.

Quando começa?

De acordo com o mesmo grupo que anunciou a construção do dispositivo, em 2019 ele estaria pronto e entraria em funcionamento em 2020. Nos resta agora esperar pelo anúncio de quando o mesmo irá começar a funcionar de vez.
Além disso, também vale lembrar que a forma de como armazenar esta energia ainda está sendo discutida, podendo levar mais tempo para ser utilizada, o que não muda o fato do dispositivo estar apto a começar a produzir energia.

*Com informações do futurism e Olhar Digital.

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