Exoesqueletos estão virando moda, a realidade chegará rapidamente ao mercado

Os exoesqueletos são uma tecnologia robótica que, permite que as pessoas realizem tarefas que são, de certa forma, cansativas, preservando seu corpo físico, pois eles oferecem uma força sobre-humana em uma vestimenta robotizada.

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5 meses atrás
Exoesqueletos estão virando moda, a realidade chegará rapidamente ao mercado
(Imagem: BBC)

Apesar da realidade dessa tecnologia já existir em filmes e no universo da ficção científica como no filme Aliens – o resgate e avatar, ela também tem como objetivos tornar essa aquisição real, trazendo essa tecnologia para a vida humana que em breve chegará ao mercado.

A empresa Sarcos (desenvolvedor americado de robótica) está trabalhando nas produções dos exoesqueletos, recentemente, ela criou sua versão alfa do exoesqueleto Guardian XO, na Consumer Electronics Show (CES), feira de internacional de exposição de eletrônicos ocorrida anualmente em janeiro.

Em parceria com a Delta Air Lines, a nossa versão robótica foi testada no início deste ano, e segundo Sarcos, outras empresas privadas e instituições governamentais, começaram a realizar o mesmo experimento, após o feedback dos testes realizados, a produção e comercialização dessa versão, começará do meio para o fim do ano de 2020.

O exoesqueleto Guardian XO, foi custeado pela DARPA, Agência de Pesquisa Avançada de Defesa, que normalmente, encomendam a tecnologia para uso militar, buscando soluções para fazer os soldados carregarem mais peso nas costas, pois somente com o físico, em média conseguem carregar 30 quilos e caminhavam por 8 horas.

Com a vestimenta metálica, conseguiriam carregar muito mais peso e caminhar por muito mais horas, sem necessitar tanto de seu esforço físico preservando suas funções. As produções dos XOs estão destinadas a clientes industriais no final deste ano.

Exoesqueletos, um futuro próximo! (Foto: BBC)
Exoesqueletos, um futuro próximo! (Foto: BBC)

Evoluções do exoesqueleto

Em meados dos anos 2000, foram iniciados esses estudos e os primeiros modelos a serem produzidos foram hidráulicos, exigia equipamentos com um volume muito maior e grande demanda de energia, cerca de 6.800 watts por hora. Após dez anos, a empresa foi trabalhando para diminuir essas quantidades, conseguindo reduzir esses gastos em até 50%.

Feitas peças menores e com maior eficiência, o Guardian XO passou de produção hidráulica para elétrica. Com novos recursos e avanços, a realidade robótica está cada vez mais aprimorando sua tecnologia, com pouca demanda de energia e mais eficácia.

Atualmente, o exoesqueleto usa cerca de 500 watts por hora, até mesmo quando está em seu funcionamento pesado, por exemplo carregando muito peso e andando com uma velocidade muito maior.

Os operadores conseguem trocar suas baterias recarregáveis a qualquer momento e também carrega-la por completo em sua estação no final do dia.

 

 

Como funcionam os princípios do exoesqueleto?

Ele funciona como o movimentos padrões de um corpo, porém com muito mais força e velocidade, evitando que ocorra lesões musculoesqueléticas.

A versão recentemente lançada na CES, pode levar até 90 quilos e o indivíduo consegue se mover em até 5hm/h. O objetivo do Guardian XO, não está focado apenas em força sobre-humana, mas sim na destreza dos movimentos, conseguir pegar algum objeto de forma natural e manipulá-lo sem que sofra alguma alteração articular.

Segundo o CEO Sean Wolff, além de equipamentos de elevação, o Guardian XO, consegue capturar e moldar os dados por meio de 125 sensores, podendo programar e rastrear praticamente todas as partes articulares em processo de tempo real. Nas próximas versões, ele pretende adicionar mais ferramentas para coletar informações do ambiente operacional e dos dados técnicos.

O monitoramento do ambiente externo é de extrema importância quando se tem uma pessoa controlando o equipamento, um exemplo clássico, é a má qualidade do ar, em propriedades físicas, um indivíduo pode sofrer consequências devido a esse fator externo e uma máquina não, trazendo benefícios na eficácia da tarefa. Desses, entre outros fatores ambientais, como o clima também podem trazer grandes alterações humanas.

De acordo com Sarcos, ter um humano no interior da máquina é essencial pois analisamos o ambiente o local e a precisão da tarefa. O tempo de reação será muito mais eficaz e rápido se você estiver presente no local, diz Wolff.

Novas versões

Atualmente a Sarcos tem planejado versões mais funcionais para um futuro próximo, pois afirma Wolff, que nem todas as atividades demandam 90 quilos, podendo então optar por criações menores com um traje que levante 45 quilos, que além de ser muito mais eficiente e demandar bem menos energia, é mais funcional em atividades cotidianas, suprindo algumas necessidades.

Essa realidade de substituição não está muito longe de acontecer, pois hoje em dia já vemos grande empresas de eletrônicos produzindo baterias menores que demandam pouco uso de energia, próteses mecânicas para quem precisou amputar um membro, equipamentos para auxilio de movimentações do corpo como exercícios e caminhadas.

Agora é esperar que essas novas versões sejam lançadas, trazendo grandes benefícios para a saúde física das pessoas.

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